segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Marcelo, Marmelo, Martelo


E Marcelo continuou pensando: "Pois é, está tudo errado! Bola é bola, porque é redonda. Mas bolo nem sempre é redondo. E por que será que a bola não é a mulher do bolo? E bule? E belo? E bala? Eu acho que as coisas deviam ter nome mais apropriado. Cadeira, por exemplo. Devia
chamar sentador, não cadeira, que não quer dizer nada. E travesseiro? Devia chamar cabeceiro, lógico! Também, agora eu só vou falar assim."


Este trecho faz parte do livro de Ruth Rocha - Marcelo, Marmelo, Martelo e outras histórias
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Ruth Rocha nasceu em 1931 na cidade de São Paulo. Filha dos cariocas Álvaro de Faria Machado, médico, e Esther de Sampaio Machado, tem quatro irmãos, Rilda, Álvaro, Eliana e Alexandre. Teve uma infância alegre e repleta de livros e gibis. O bairro de Vila Mariana, onde morava, tinha nessa época muitas chácaras por onde Ruth passava, a caminho da escola - estudava no Colégio Bandeirantes. Mais tarde, terminou o Ensino Médio no Colégio Rio Branco.
É graduada em Sociologia e Política pela Universidade de São Paulo e pós-graduada em Orientação Educacional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Casada com Eduardo Rocha, tem uma filha, Mariana e dois netos, Miguel e Pedro.
Durante 15 anos (de 1956 a 1972) foi orientadora educacional do Colégio Rio Branco, onde pôde conviver com os conflitos e as difíceis vivências infantis e com as mudanças do seu tempo. A liberação da mulher, as questões afetivas e de auto-estima foram sedimentando-se em sua formação.
Começou a escrever em 1967, para a revista Claudia, artigos sobre educação. Participou da criação da revista Recreio, da Editora Abril, onde teve suas primeiras histórias publicadas a partir de 1969. “Romeu e Julieta”, “Meu Amigo Ventinho”, “Catapimba e Sua Turma”, “O Dono da Bola”, “Teresinha e Gabriela” estão entre seus primeiros textos de ficção. Ainda na Abril, foi editora, redatora e diretora da Divisão de Infanto-Juvenis.
Publicou seu primeiro livro, “Palavras Muitas Palavras”, em 1976, e desde então já teve mais de 130 títulos publicados, entre livros de ficção, didáticos, paradidáticos e um dicionário. As histórias de Ruth Rocha estão espalhadas pelo mundo, traduzidas em mais de 25 idiomas.
Monteiro Lobato foi sua grande influência. Em sua obra, essa influência se traduz pelo seu interesse nos problemas sociais e políticos, na sua tendência ao humor e nas suas posições feministas.
Seu livro de forte conteúdo crítico, “Uma História de Rabos Presos”, foi lançado em 1989 no Congresso Nacional em Brasília, com a presença de grande número de parlamentares. Em 1988 e 1990 lançou na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York seus livros “Declaração Universal dos Direitos Humanos” para crianças e “Azul e Lindo – Planeta Terra Nossa Casa”.
Participou durante seis anos do programa de televisão Gazeta Meio-Dia como membro fixo da mesa de debates.
Em 1998 foi condecorada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.
Ganhou os mais importantes prêmios brasileiros destinados à literatura infantil da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, da Câmara Brasileira do Livro, cinco Prêmios “Jabuti”, da Associação Paulista de Críticos de Arte e da Academia Brasileira de Letras, Prêmio João de Barro, da Prefeitura de Belo Horizonte, entre outros.
Seu livro mais conhecido é “Marcelo, Marmelo, Martelo”, que já vendeu mais de 1 milhão de cópias.
Em 2002 ganhou o prêmio Moinho Santista de Literatura Infantil, da Fundação Bunge. Também nesse ano foi escolhida como membro do PEN CLUB – Associação Mundial de Escritores no Rio de Janeiro.
Atualmente é membro do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta.

(Fonte: ROCHA, Ruth. História da Ruth.Disponível em http://www2.uol.com.br/ruthrocha/historiadaruth.htm Acesso em 29 dez. 2008.)




Acesse nosso catálogo online (aqui) e descubra mais títulos da autora!



segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Programação de férias - Janeiro

Programação de Janeiro – Oficinas de férias

Informações e inscrições : fone: 3225 70 89 e-mail: ablumi@terra.com.br

Pesquisas use o catálogo on-line no endereço http://blm.phlnet.com.br


Teatro Infantil : Do outro lado do buraco.

Elenco e concepção: Cícero neves e Patrícia Ragazzon

Trilha sonora : Folclore Popular – Versões: Cícero Neves

Release: A partir de um enorme buraco existente numa cidade fictícia, a curiosa Arabela empreende uma jornada que a levará a conhecer divertidos personagens que vivem Do Outro Lado do Buraco. Mestre Ling-Ling, D. Clodovilha e Beneto, o construtor de brinquedos, fazem Arabela perceber o valor da reutilização das coisas.As crianças são envolvidas pelas situações criadas por Arabela, ao construir seu pensamento ecológico no decorrer do espetáculo. Os adereços de cenário e figurinos são confeccionados com reciclagem de materiais que todos têm em casa e aparecem um espetáculo rico em imagens, pontuado com versões de cantigas infantis, além de muita interação com as crianças. Duração 30 min.Dias: nas terças feiras 10h e 15h com agendamento p/ escolas. Ingresso R$ 5,00

Local: Sala Lili Inventa o Mundo – 5º andar da CCMQ


Teatro Infantil: Castelo de Contos: O Sítio de Elvira

Em Castelos de Contos, Paulo Bocca fala de histórias muito curiosas que acontecem no sítio de Elvira: um marreco que teve o pote quebrado, um pintinho que nasceu quadrado, uma rã que explodiu porque queria ser do tamanho de um boi e outras histórias recheadas de poesias, cantigas e brincadeiras. As histórias principais são: O Caso do Pote Quebrado ; O Pintinho Que Nasceu Quadrado – Um alvoroço no galinheiro: a galinha Carola pôs um ovo quadrado. As músicas são executadas com violão ao vivo.

Dias: nas quintas- feiras, sessões as 10h e 15h com agendamento p/ escolas. Ingresso R$ 5,00

Local: Sala Lili Inventa o Mundo, ou na sua escola com agendamento prévio.

Contatos com a Biblioteca Lucília Minssen 3225 7089 ou (51) 9129 9820 – com Paulo Bocca


Visita na CCMQ com A Traça Biblió

Dias: de 3ªf a 6ªfeiras mediante agendamento prévio de grupos ou turmas de escolas. O projeto apresentado de forma lúdica pela Traça Biblió (Dinorah Araújo), que conduzirá o público pela casa de cultura, abordando a vida e a obra de Mario Quintana e do antigo Hotel Majestic. O preço é R$5,00 por aluno, com mínimo de 40 crianças e máximo 60 alunos.


Roda de histórias: Apresentação do Grupo Cataventus

Dias: quartas-feiras. Sessões: às 10h e 14horas com agendamento p/ escolas

Ingresso: Escolas Particulares: R$ 5,00 . Escolas Públicas 1kg de alimento não-perecível


Oficina: LeiturArte

Ministrante: Leonor Pereira

Proposta: A oficina é voltada para crianças de séries iniciais com objetivo de desenvolver atividades criativas e lúdicas através da Literatura Infantil.

Período: nas quintas-feiras das 14h às 16h .

Inscrições abertas na Biblioteca: R$ 6,00 com material incluído.


Oficina: JOGOS TEATRAIS PARA CONTADORES DE HISTÓRIAS

Periodo: 13 a 29 de janeiro nas 3ª e 5ªfeiras das 19h as 21h15

Programa : Jogos teatrais na contação de histórias; Ritmo e entonação na contação.

Carga horária: 12 (doze) horas/aula com certificado .

Público: Professores, educadores de todas as áreas, profissionais de educação, alunos de Magistério e de cursos superiores e interessados em geral.

Investimento: O aluno pagará uma parcela R$75,00 ou duas de R$40,00.

Local: Sala Lili Inventa o Mundo , 5° andar da CCMQ.

Release: O curso oferece ao aluno fundamentos de teatro para o desempenho de contar histórias. O responsável pelo curso é o ator e diretor teatral Paulo Bocca, também contador de histórias e acadêmico de Letras do Instituto Superior de Educação. Além da experiência em vários espetáculos infantis e adultos, ele já deu várias oficinas de capacitação para professores em vários municípios do Estado e na Casa de Cultura Mário Quintana com o apoio da Biblioteca Lucília Minssen. Também coordena o Sarau de Contadores de Histórias e foi um dos coordenadores do I Festival de Contadores de Histórias, e desenvolve o projeto Castelo de Contos, todos da Casa de Cultura Mário Quintana.


Promoção Hora do lanche “Quero Mais”

Com R$ 2,00 por criança, peça o lanche (1 totosinho+refrigerante) e torne seu programa uma Festa.

Boas Férias e um ótimo 2009!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Apresentação do Projeto Tesouros Juvenis



O projeto Tesouros Juvenis foi apresentado ao público dia 17 de dezembro, às 19h. O projeto foi selecionado pelo Programa Petrobras Cultural 2004/2005, num total de 3.380 inscritos, foram contemplados 171 projetos, sendo 9 aprovados no Rio Grande do Sul e este o único aprovado em biblioteca. O projeto inclui três etapas básicas:

a) higienização do acervo



b) inserção na base de dados PHL

c) projeto Cup im


Na ocasiação, o projeto foi apresentado pela coordenadora Kátia Becker Lorentz e pela diretora da BLM Marilia Diehl, e foi inaugurado o Espaço Ivette Zietlow Duro, bibliotecária, ex-diretora da BLM, professora da Fabico e uma grande incentivadora da leitura no estado. A idéia de preservar o acervo foi materializada por ela, que preservou as obras literárias que seriam descartadas devido a ortografia desatualizada com a reforma de 1945.
Após as homenagens, a atual diretora da Associação Amigos da Biblioteca Lucília Minssen (ABLUMI), Jane Bestetti também falou sobre o projeto, e ainda, salientou a importância de Yvette na preservação da Literatura Infanto-juvenil.
Todos foram brindados com uma grande noite e um coquetel repleto de autoridadades, bibliotecárias, incentivadores e apoiadores do Projeto Tesouros Juvenis.
Agradecemos a todos pelo carinho e participação; a todas estágiarias (Giani, Natália, Mara, Karin e Tanise) pelo empenho; a equipe de funcionárias da BLM (Naida, Juçara,Claudinéia, Sandra e Márcia) pela compreensão e a todos que torceram para que este projeto saísse do papel.

Kátia Lorentz apresentando o projeto


A homenageada Prof. Yvette Duro e a presidente da Ablumi Jane Bestetti


No momento da inauguração do Espaço Yvette Duro


Yvette Duro e o Cupim


No coquetel



Parte da equipe do Projeto


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Bisa Bia, Bisa Bel - Ana Maria Machado



Sabe? Vou lhe contar uma coisa que é segredo. Ninguém desconfia. É que Bisa Bia mora comigo. Ninguém sabe mesmo. Ninguém consegue ver. Pode procurar pela casa inteira, duvido que ache. Mesmo se alguém for bisbilhotar num cantinho da gaveta, não vai encontrar. [...]


(Bisa Bia, Bisa Bel, trecho da obra de Ana Maria Machado)

O livro conta a história de uma menina Bel que um dia encontra uma foto de sua bisavó Bel, entre as coisas de sua mãe. A partir daí, ela inicia uma relação de muitas descobertas com essa pessoa tão importante na vida de sua família e na da própria. Uma relação de amizade e troca, capaz de emocionar a todos.

A autora Ana Maria Machado nasceu no Rio de Janeiro, Os prêmios conquistados ao longo da carreira de escritora também são muitos, tantos que ela já perdeu a conta. Tudo impressiona na vida dessa carioca nascida em Santa Tereza, em pleno dia 24 de dezembro.

Vivendo atualmente no Rio de Janeiro, Ana começou a carreira como pintora. Estudou no Museu de Arte Moderna e fez exposições individuais
e coletivas, enquanto fazia faculdade de Letras na Universidade Federal (depois de desistir do curso de Geografia). O objetivo era ser pintora mesmo, mas depois de doze anos às voltas com tintas e telas, resolveu que era hora de parar. Optou por privilegiar as palavras, apesar de continuar pintando até hoje.

Afastada profissionalmente da pintura, Ana passou a trabalhar como professora em colégios e faculdades, escreveu artigos para a revista Realidade e traduziu textos. Já tinha começado a ditadura, e ela resistia participando de reuniões e manifestações. No final do ano de 1969, depois de ser presa e ter diversos amigos também detidos, Ana deixou o Brasil e partiu para o exílio. A situação política se mostrou insustentável.
Na bagagem para a Europa, levava cópias de algumas histórias infantis que estava escrevendo, a convite da revista Recreio. Lutando para sobreviver com seu filho Rodrigo ainda pequeno, trabalhou como jornalista na revista Elle em Paris e na BBC de Londres, além de se tornar professora em Sorbonne. Nesse período, ela consegue participar de um seleto grupo de estudantes cujo mestre era Roland Barthes, e termina sua tese de doutorado em Linguística e Semiologia sob a sua orientação. A tese resultou no livro "Recado do Nome", que trata da obra de Guimarães Rosa. Mesmo ocupada, Ana não parou de escrever as histórias infantis que vendia para a Editora Abril.

A volta ao Brasil veio no final de 1972, quando começou a trabalhar no Jornal do Brasil e na Rádio JB - ela foi chefe do setor de Radiojornalismo dessa rádio durante sete anos. Escondida por um pseudônimo, Ana ganhou o prêmio João de Barro por ter escrito o livro "História Meio ao Contrário", em 1977. O sucesso foi imenso, gerando muitos livros e prêmios em seguida. Dois anos depois, ela abriu a Livraria Malasartes com a idéia de ser um espaço para as crianças poderem ler e encontrar bons livros.

O jornalismo foi abandonado no ano de 1980, para que a partir de então Ana pudesse se dedicar ao que mais gosta: escrever seus livros, tantos os voltados para adultos como os infantis. E assim foi feito, e com tamanho sucesso que em 1993 ela se tornou hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Finalmente, a coroação. Em 2000, Ana ganhou o prêmio Hans Christian Andersen, considerado o prêmio Nobel da literatura infantil mundial. E em 2001, a Academia Brasileira de Letras lhe deu o maior prêmio literário nacional, o Machado de Assis, pelo conjunto da obra.

Em 2003, após quatro meses de uma campanha trabalhosa, Ana Maria teve a imensa honra de ser eleita para ocupar a cadeira número 1 da Academia Brasileira de Letras, substituindo o Dr. Evandro Lins e Silva. Pela primeira vez, um autor com uma obra significativa para o público infantil havia sido escolhido para a Academia. A posse aconteceu no dia 29 de agosto de 2003, quando Ana foi recebida pelo acadêmico Tarcísio Padilha e fez uma linda e afetuosa homenagem ao seu antecessor.


Visite a Biblioteca e conheça um pouquinho das obras dessa grande autora.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Contação de Histórias

JOGOS TEATRAIS PARA

CONTADORES DE HISTÓRIAS

Professores, educadores e interessados.






INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES

(51) 3225 7089


O curso oferece ao aluno fundamentos de teatro para o desempenho de contar histórias. O responsável pelo curso é o ator e diretor teatral Paulo Bocca, também contador de histórias e acadêmico de Letras do Instituto Superior de Educação Equipe, de Sapucaia do Sul. Além da experiência em vários espetáculos infantis e adultos, ele já deu várias oficinas de capacitação para professores em vários municípios do Estado e na Casa de Cultura Mário Quintana com o apoio da Biblioteca Lucília Minssen. Também coordena o Sarau de Contadores de Histórias e foi um dos coordenadores do I Festival de Contadores de Histórias, e desenvolve o projeto Castelo de Contos, todos da Casa de Cultua Mário Quintana.


PROGRAMA DA OFICINA

- Jogos teatrais na contação de histórias;

- Ritmo e entonação na contação.

CARGA HORÁRIA: Serão 12 (doze) horas/aula e ao final, todos receberão certificados de conclusão da Companhia Literatos registrados em livro.

PÚBLICO: Professores, educadores de todas as áreas, profissionais de educação, alunos de Magistério e de cursos superiores e interessados em geral.

INVESTIMENTO: O aluno pagará uma parcela R$75,00 ou duas de R$40,00.

QUANDO: De 13 a 29 de janeiro de 2009, terças e quintas, das 19 horas às 21h 15 min, na Sala Lili Inventa o Mundo da Casa de Cultura Mário Quintana, Rua dos Andradas 736, 5° andar.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Lygia Bojunga Nunes - Os colegas


Em Os colegas, livro ganhador de vários prêmios nacionais e internacionais - Lygia cria um de seus mais famosos grupos de personagens, entre os quais o ursíssimo Voz de Cristal, o coelho Cara-de-pau, e os vira-latas Virinha e Latinha: seres abandonados, vivendo à margem da vida, mas que - uma vez reunidos pelo acaso - descobrem a amizade, a solidariedade e uma intensa alegria de viver.




Lygia Bojunga Nunes nasceu em Pelotas, RS, em 26 de agosto de 1932. Iniciou sua vida profissional como atriz, tendo-se dedicado ao rádio e ao teatro até voltar-se para a Literatura. Com a obra Os colegas (1972) conquistou um público que se solidificou com Angélica (1975), A casa da madrinha (1978), Corda bamba (1979), O sofá estampado (1980) e A bolsa amarela (1981). Por estes livros recebeu, em 1982 recebeu o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante prêmio literário infantil, uma espécie de Prêmio Nobel daliteratura infantil O prêmio foi concedido pela International Board on Books for Young People, filiada à UNESCO. Os colegas já antes havia conquistado o primeiro lugar no Concurso de Literatura Infantil do Instituto Nacional do Livro (INL), em 1971, com ilustrações do desenhista Gian Calvi.

As idéias que permeiam as narrativas refletem as contradições do momento histórico do Brasil em nível possível de ser compreendido pelo leitor criança. Com perfeita integração no universo psicológico e lingüístico desse receptor especial, o texto de Lygia oferece a ele uma clara visão dos comportamentos sociais e o convida a uma caminhada literária que vai da fantasia ao domínio da lógica.

A narrativa quase sempre lida com o problema da autoridade, deslocando-a para a perspectiva da própria criança. Ela assume como seus, de forma extremamente sensível, as angústias e os problemas existenciais da infância frente ao adulto, que se crê dono da verdade. Sendo a narradora direta ou indiretamente de todas as histórias, ela expõe sempre o que pensa e discute os comportamentos sociais que lhe parecem falsos e absurdos, dando possibilidade ao surgimento de novos conceitos que valorizam a verdade, a fantasia, o lúdico e os caminhos da liberdade, propiciadores do conhecimento de si mesmo e do mundo.

A transgressão, algo inerente ao criador e sempre presente na obra de Lygia Bojunga Nunes, refere-se à busca do novo e à contestação dos valores passados. Ela instaura a reflexão crítica quando representa determinado momento histórico e se utiliza de metáforas para contestá-lo e a seus valores; ou quando, com inovações dos fatos lingüísticos, conduz à teoria e à prática de uma escrita que pretende corroer e destruir as convenções, as normas sócio-culturalmente aceitas como características da literatura.


É um dos maiores nomes da literatura infanto-juvenil brasileira e mundial, assim consagrada pela qualidade de sua obra e caracterização da problemática da criança, acuada dentro do núcleo familiar. Sua obra já foi publicada em alemão, espanhol, francês, sueco, norueguês, islandês, holandês, dinamarquês, japonês, catalão, húngaro, búlgaro e finlandês. Seus livros têm sido altamente recomendados pela crítica européia e estão sendo radiofonizados em vários países, sendo que um deles, Corda bamba, foi filmado na Suécia.

Para conhecer mais sobre esse universo de Lygia Bojunga
e outras obras da autora,
visite a biblioteca e ainda acesse nosso catálogo online:
http://blm.phlnet.com.br/

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Contos de Andersen

Os Sapatos Vermelhos



Era uma vez uma menina, bonitinha e delicada, que no verão tinha de andar sempre descalça, pois era pobre, e no inverno tinha de usar grandes sapatos de madeira, que lhe deixavam o tornozelo vermelho e dolorido.



Na aldeia morava a velha sapateira. De velhas tiras vermelhas de vestido, ela fez, como melhor pôde, um par de sapatos. Eram estes, na realidade, bem grosseiros, mas feitos com a melhor das intenções, para serem presenteados à menina, que se chamava Karen...

____________________________

Este é o início do conto Os Sapatos Vermelhos, de Hans Chirstian Andersen, que faz parte do livro CONTOS DE ANDERSEN. Escritor dinamarquês, Andersen publicou diversos contos, que foram traduzidos para uma infinidade de idiomas. Os primeiros foram publicados em 1835-37. Em 1872, chega a um total de 156 contos.

Os contos mais antigos estão enraizados na tradição popular: Companheiro de Viagem, Os Cisnes Selvagens. São dele contos como:O Duende, A Colina dos Elfos, O Rouxinol, O Sapo, O Abeto, As Flores da Pequena Ida, A Agulha de Remendar, A Gota de Água, A Velha Lanterna, Os Trapos, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia.

Para saber o final deste conto e conhecer os outros,
procure na biblioteca o livro CONTOS DE ANDERSEN.
D
ivirta-se com a leitura.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Programação de Dezembro

Biblioteca Lucilia Minssen

- Mês do Natal -

Informações e inscrições :

Fone: 3225 70 89

E-mail: ablumi@terra.com.br


Pesquisas use o catálogo on-line no endereço http://blm.phlnet.com.br


Exposição: Histórias do Natal: nasceu o menino Jesus!

Mostra de livros infantis educativos e interativos da Sociedade Bíblica do Brasil.

Período: 01 a 31 de dezembro no hall da Biblioteca Lucilia Minssen


Teatro: O pijama colorido do Papai Noel : teatro de marionetes.

Apresentação Cia de Teatro Afinal qual é a moral? Direção e texto: Alexandre Bizzarro

Release: A peça fala de um menino chamado Zezinho, que pela correria de todo mundo para as festas de fim de ano, questiona o sentido do Natal. Pela pureza de seu coração, é convidado por “Mister X”, o ajudante de honra do Papai Noel, a conhecer a casa do bondoso velhinho, mas para que isto aconteça, tem que passar por três caminhos. Nesta jornada vivem incríveis aventuras, mas ele também aprende uma importante lição.

Período: 06 a 28 de dezembro

Dias: sextas-feira sessões as 10h e 15h com agendamento p/ escolas. Ingresso R$ 5,00

Local: Sala Lili Inventa o Mundo: sessões às 16h nos sábados e domingos. Ingresso: R$10,00


Teatro infantil: Quebra-nozes

Apresentação Ato Espelhado Companhia Teatral

Release: O quebra-nozes é uma história que encanta adultos e crianças. Inspirado no conto de E.T.A.Hoffmam, o Quebra-nozes traz na magia da Noite de Natal o poder para um soldadinho de brinquedo se transformar num príncipe através da amizade de uma menina.

Este é o enredo que inspirou o ballet, com a famosa música de Tchaicovsky, e que agora inspira os atores do Ato Espelhado Companhia Teatral a contar mais uma vez esta encantadora história de Natal.

A concepção e o elenco são formados por Cícero Neves e Patrícia Ragazzon, que atuam juntos no espetáculo Do Outro Lado do Buraco, e que tem a proposta de aproximar as crianças da arte teatral, contando histórias, cantando e resgatando o valor da imagem estética principalmente para o público da Educação infantil. Duração 30 min.

Dias: nas 3ªf e 6ªf – sessões 10h e 15h com agendamento p/ escolas. Ingresso R$ 5,00

Local: Sala Lili Inventa o Mundo – 5º andar da CCMQ


* Visita na CCMQ com A Traça Biblió

Dias: de 3ªf a 6ªfeiras mediante agendamento prévio de grupos ou turmas de escolas. O projeto apresentado de forma lúdica pela Traça Biblió (Dinorah Araújo), que conduzirá o público pela casa de cultura, abordando a vida e a obra de Mario Quintana e do antigo Hotel Majestic. O preço é R$5,00 por aluno, com mínimo de 40 crianças e máximo 60 alunos


Hora do Conto: DEU CUPIM NA HISTÓRIA!

Apresentação e texto de Rogério e Ciara Hoch. Figurino Tânia de Castro.

Proposta educacional e lúdica para preservação dos livros do Projeto Tesouro Juvenis, patrocinado pela Petrobrás e realizado pela Biblioteca Lucilia Minssen.

Release: em uma biblioteca uma contadora de histórias tenta convencer um cupim gigante – devorador de livros a virar vegetariano. Será que ela consegue? ...

Período: 01 a 19 de dezembro

Sessões nas 3ªf e 6ªf às 10h e 5ªf a tarde com agendamento para escolas. Entrada franca.


Teatro Infantil: Castelo de Contos: O Sítio de Elvira

Em Castelos de Contos, Paulo Bocca fala de histórias muito curiosas que acontecem no sítio de Elvira: um marreco que teve o pote quebrado, um pintinho que nasceu quadrado, uma rã que explodiu porque queria ser do tamanho de um boi e outras histórias recheadas de poesias, cantigas e brincadeiras. As histórias principais são: O Caso do Pote Quebrado ; O Pintinho Que Nasceu Quadrado – Um alvoroço no galinheiro: a galinha Carola pôs um ovo quadrado. As músicas são executadas com violão ao vivo.

Dias: nas quintas- feiras, sessões as 10h e 15h com agendamento p/ escolas. Ingresso R$ 5,00

Local: Sala Lili Inventa o Mundo, ou na sua escola com agendamento prévio.

Contatos com a Biblioteca Lucília Minssen 3225 7089 ou (51) 9129 9820 – com Paulo Bocca


Teatro jovem : FILOSOFIA DE UM PAR DE BOTAS: Faces de Machado Em Contos

O espetáculo tem roteiro assinado por Paulo Bocca, que também dirige e atua. Esse trabalho vem de longa pesquisa sobre o grande escritor brasileiro e é enriquecido pela sua formação acadêmica em Letras. São utilizados os contos: A Cartomante; O Alienista; O Enfermeiro; Conto de Escola; O Espelho e finalmente, Filosofia de um Par de Botas, um dos contos de Machado de Assis que dá o título ao espetáculo. Também fazem parte os romances: Dom Casmurro; Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba; além de trechos de crônicas A Semana e Balas de Estalo e poemas como Círculo Vicioso. As melhores histórias de Machado de Assis, para incentivar a leitura de suas obras, no ano do centenário de nosso grande escritor. Público: a partir de 12 anos.

Dias: nas 5ªfeiras com agendamentos para escolas- Ingresso: R$8,00

Local: Sala Lili Inventa o Mundo, 5° andar da Casa de Cultura Mário Quintana


Roda de histórias: Apresentação do Grupo Cataventus

Dias: quartas-feiras. Sessões: às 10h e 14horas com agendamento p/ escolas

Ingresso: Escolas Particulares: R$ 5,00 . Escolas Públicas 1kg de alimento não-perecível

Promoção Hora do lanche “Quero Mais”: Com R$ 2,00 por criança, peça o lanche (1 totosinho+refrigerante) e torne seu programa uma Festa .

Aproveite!!!!

Desejamos a todos um FELIZ NATAL!!!!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A formiga - Vinícius de Moraes


As coisas devem ser bem grandes
Pra formiga pequenina
A rosa, um lindo palácio
E o espinho, uma espada fina


A gota d'água, um manso lago
O pingo de chuva, um mar
Onde um pauzinho boiando
É navio a navegar


O bico de pão, o corcovado
O grilo, um rinoceronte


Uns grãos de sal derramados,

Ovelhinhas pelo monte

domingo, 30 de novembro de 2008

Quando eles souberam - Maria Dinorah


Os meninos que brincam,
Talvez não saibam não
Que há meninos na luta

Por um pouco de pão.
Os meninos que estudam,
O fazem sem notar
Que há meninos
Com o poder de estudar.
Há meninos, com tudo,
A viver muito bem,

Que talvez não entendam

Por que tantos não têm.
E há meninos vivendo

O momento de paz
Sem querer perceberem

Do que a guerra é capaz.
Mas quando eles souberem,
Tudo isso vai passar

Pois está nas crianças

O poder de mudar.

A autora Maria Dinorah nasceu em Porto Alegre e passou a infância em Colônia de São Pedro, distrito de Torres, no Litoral Norte. Professora por formação, foi uma pioneira na literatura infantil e infanto-juvenil do Estado e na própria aproximação dos autores para crianças com as escolas. Com mais de cem livros publicados, entre prosa e poesia, estreou na literatura nos anos 1960, e pelas décadas seguintes se tornaria um dos autores mais lidos pelas crianças e jovens e idade escolar. Muitas de suas obras foram ilustradas por Luiz Alberto Prado, seu filho, arquiteto e artista plástico.
Abordou questões como leitura, questões sociais e ecologia — ainda em vida a escritora recebeu a homenagem de dar nome a uma biblioteca ecológica em Porto Alegre. Dentre suas dezenas de livros, merecem destaque
A Coragem de Crescer, Panela no Fogo, Barriga Vazia, Poesia Sapeca, Dobrando o Silêncio e Giroflê Giroflá. Faleceu dia 16 de dezembro de 2007, aos 82 anos, deixando uma linda obra poética publicada.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Apresentação: Deu CUPIM na história... Gratuita


Pessoal, a BLM está aberta para agendamentos para a contação de histórias " Deu Cupim na História". As apresentações são GRATUITAS e podem ser agendadas por escolas, ONGs, grupos... Todas as terças, quartas e sextas-feiras de manhã. A idéia do Projeto Cupim é transmitir de forma lúdica às crianças algumas noções de como conservar melhor os livros. Tratando de assuntos tais como não riscar com lápis e canetas, não dobrar as pontas das folhas para marcar onde foi encerrada a leitura, não molhar o livro, não se debruçar sobre os livros, não comer e beber quando manusear os livros, não forçar a encadernação, não manusear com mão sujas, não escrever no livro, entre outras recomendações, mas de forma que as crianças possam entender. Tudo inserido dentro do Projeto Cupim, inserido no Tesouros Juvenis, contemplado pelo Programa Petrobras Cultural.
Agendem-se pelo fone: (51) 3225 - 7089, estamos esperando a participação de todos!

domingo, 23 de novembro de 2008

Dicionário Aurelinho



Este dicionário é o resultado de uma extraordinária colaboração entre três famílias da mais alta reputação no mundo do conhecimento, da formação educacional e das obras de referência: uma delas nos garante a autoridade definitiva do texto, a segunda nos traz a sólida experiência didática das salas de aula e a última envolve tudo isso com sua aura de alegria e divertimento, sem nunca perder de vista a precisão do saber e a postura ética.

Elaborado para atender a crianças em fase de alfabetização, mais exatamente aquelas nas duas primeiras séries do Ensino Fundamental, este dicionário tem quase 3.000 mil verbetes e 425 ilustrações: sejam as fotografias de objetos e seres reais; sejam os desenhos e aquarelas, também de objetos ou seres, mas que podem ainda representar ações, e até emoções; sejam finalmente as aparições de um grupo de personagens encarregados de criar uma relação prazerosa e motivadora com nossos pequenos leitores, despertando-lhes a curiosidade e o amor pela palavra escrita.

A escolha das palavras deste dicionário foi feita com base no uso das crianças, no ambiente familiar e na escola, não deixando de lado o universo que a cerca, como a televisão e as notícias, as histórias em quadrinhos e a literatura infantil em geral, e a informática. Perseguimos a clareza e simplicidade das definições, o emprego adequado e acreditamos que a redação dos exemplos foi particularmente feliz, no sentido de se adaptar à linguagem e à realidade infantis. Houve de nossa parte um cuidado com a tipologia empregada (Frutiger), de formato grande e arredondado, para facilitar a leitura, e uma preocupação permanente em criar páginas harmoniosas em seu todo, que convidem para muitas e muitas consultas.

Disponível em Novo Dicionário Aurélio

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Pé de Pilão - Mario Quintana

Pé de Pilão é um texto poético narrativo, repleto de acontecimentos fantásticos, de imprevisibilidades, de transformações e imagens significativas, capazes de aguçar o imaginário do pequeno leitor.

Fadas, Nossa Senhora, poderes mágicos e milagres foram
entretecidos num mesmo poema narrativo, provocando a ruptura dos
elementos que estruturam os contos de fada tradicionais, adicionando
elementos da crença popular brasileira. (Marchi, 2000, p. 150).
Ao mesmo tempo em que se compõe de cenas cotidianas do universo infantil, trazendo questões como a família, a religiosidade, as regras sociais, a escola, auxiliando o infante a ampliar seu conhecimento de mundo.
Para Mario Quintana, as crianças têm uma poética própria, visivelmente explorada em Pé de Pilão, como nos revela o próprio poeta:

Eu comecei a fazer rimas, e a rima puxou o enredo: comecei com aquela rima do pato-sapato, e fui indo em frente, quando vi, notei que tinha uma história pronta [...] as crianças parecem que gostaram, e elas são os críticos mais terríveis que eu conheço [...] gostam de rimas do tipo ´Gabriela, cara de panela` ou ´Quintana, cara de banana`. É a poética das crianças .


Hoje, o grupo teatral a Turma do Pé Quente, composta por Cláudio Levitan, Pâmela Amaro, Melissa Arievo, Ed Lannes e Ian Ramil apresenta a Opereta Pé de Pilão que mistura teatro, bonecas e musical, o espetáculo ganhou o troféu Tibicuera 2006 de melhor trilha e se confirmou como um dos maiores sucessos do teatro infantil.

Com texto de Mário Quintana, música de Nico Nicolaiewsky, Vitor Ramil e Cláudio Levitan, e direção de Mário de Ballentti, o grupo de cinco atores-músicos conta e canta a história do menino que virou pato e sua avó enfeitiçada, que perde seu encanto, o de nunca envelhecer. O pato, na tentativa de reencontrar sua avó enviando-lhe uma foto, é preso pelo cavalo-polícia, junto com o macaco retratista e o passarinho da máquina fotográfica. Uma aventura que envolve cobra, fada enfeitiçada, Nossa Senhora, meninas traquinas, professor Dom Galaor, e muitos feitiços até ele reencontrar a sua avó enfeitiçada. (Acesse aqui).

Referências:

MARCHI, Diana Maria. A literatura infantil gaúcha: uma história possível. Porto Alegre: Editora da Universidade/ UFRGS, 2000.

DARIANO, Clóvis. Pé de pilão. Temporada 2008.

QUINTANA, Mario. Pé de pilão. São Paulo: Ática, 1996.


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Cantigas de Ninar - Boi da cara preta


Boi, boi, boi

Boi da cara preta

Pega esta criança que tem medo de careta

Não , não , não

Não pega ele não

Ele é bonitinho, ele chora coitadinho


Esse é um exemplo de Cantiga de Ninar ou Acalanto: “Canção para adormecer crianças. É palavra erudita, designando o ato de acalentar, de embalar. No seu sentido musical, equivalente, por exemplo, ao da palavra francesa berceuse e da inglesa lullaby, foi utilizada por extensão e pela primeira vez pelo compositor brasileiro Luciano Gallet. Popularmente, nossos acalantos são chamados cantigas de ninar”. (Oneyda Alvarenga, “Comentários a Alguns Cantos e Danças do Brasil”, Revista do Arquivo Municipal, LXXX, p. 209, S. Paulo).

Cantiga de ninar: “O acalanto, canção ingênua, sobre uma melodia muito simples, com que as mães ninam seus filhos, é uma das formas mais rudimentares do canto, não raro com uma letra onomatopaica, de forma a favorecer a necessária monotonia, que leva a criança a adormecer. Forma muito primitiva, existe em toda parte e existiu em todos os tempos, sempre cheia de ternura, povoada às vezes de espectros de terror, que os nossos meninos devem afugentar dormindo. Vieram as nossas de Portugal, na sua maior parte, e vão passando por todos os berços do Brasil e vivem em perpétua tradição, de boca em boca, longe das influências que alteram os demais cantos”.
(Renato Almeida, História da Música Brasileira, p. 106).

Os nossos indígenas tinham acalantos de extrema doçura, como um, de origem tupi, onde se pede emprestado ao Acutipuru o sono ausente ao curumi. No idioma nheengatu o acalanto se diz cantiga do macuru. Macuru é o berço do indígena.
(Barbosa Rodrigues, Poranduba Amazonense, p. 287).

Em quase todos os acalantos, o final adormecedor é uma sílaba que se canta com várias notas, á-á-á-á, ú-ú-ú-ú, o ru galaico, ainda popular nas cantigas de berço portugueses.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Maroca: a vovó cocota - Elias José

Vovó Maroca

toda cocota

toda vaidade

setenta anos

é mais pra frente

que muita gente

de pouca idade.

Vovó Maroca

se é calor

apanha a tanga

pega a motoca

vai pegar cor.

Vovó Maroca

se vai a festa

não se definha

não perde a linha

e ainda testa

o que é novidade

pra mocidade.

Vovó Maroca

se apruma

e se arruma

é um modelo

frente ao espelho.

Só “jeans” azuis

bata estampada

pouca pintura

e nada de tintura

no seu cabelo.

Vovó Maroca

não tem segredo.

E se há problema

só há um lema:

não ter medo

e enfrentar a vida

de cabeça erguida.


Hoje na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre homenageia o poeta e escritor infantil, às 20h, na Arena de Histórias (Armazém A1, do Cais do Porto, área Infantil e Juvenil). Abertura com Peter O´Sagae e Ana Claúdia Ramos ( presidente da AEILIJ), além de leituras da obra do autor feitas por Charles Kiefer e Caio Ritter, entre outros. Tem a organização de Maria da Graça Artioli. Participe!!!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Projeto Cupim


O Projeto Tesouros Juvenis da Biblioteca Lucília Minssen, contemplado na Seleção 2004-2005 do Programa Petrobras Cultural, a partir de novembro estará disponibilizando ao público infantil o Projeto Cupim, um projeto de educação preventiva do patrimônio para crianças na faixa etária da educação infantil. O Projeto Tesouros Juvenis da Biblioteca Lucília Minssen visa a higienização, recuperação, acondicionamento, catalogação, armazenamento e disponibilização à consulta do acervo especial da Biblioteca. Dentro da proposta do Projeto Tesouros Juvenis, para o Setor de Patrimônio da Biblioteca cujas coleções bibliográficas são de características históricas, foi previsto através de um processo lúdico de caráter educacional as apresentações do Projeto Cupim. A idéia é o desenvolvimento de uma consciência de preservação e valorização do livro e da leitura a partir das idades mais tenras, corroborando para a formação de cidadãos preparados para o futuro. Para tanto foi confeccionada uma fantasia de espuma caracterizando um cupim estilizado que será o protagonista da ação desenvolvida. A confecção do figurino do Cupim ficou a cargo da bonequeira Tânia de Castro.


O Projeto Cupim, um processo lúdico de aprendizagem, pretende fazer germinar nas crianças uma disposição à prática de valorização dos benefícios que os livros podem trazer para a vida das pessoas. Isto tudo de forma interessante, divertida e alegre. Estão previstas 12 apresentações gratuitas com uma média de 50 crianças por sessão. Estas apresentações são destinadas a instituições públicas e Ongs e estão agendadas para a segunda quinzena de novembro durante a semana, sempre nas 3ª e 6ª. Após essas sessões, as demais instituições interessadas poderão agendar outros horários com a Administração da Biblioteca.

A idéia do Projeto Cupim é transmitir de forma lúdica às crianças algumas noções de como conservar melhor os livros. Tratando de assuntos tais como não riscar com lápis e canetas, não dobrar as pontas das folhas para marcar onde foi encerrada a leitura, não molhar o livro, não se debruçar sobre os livros, não comer e beber quando manusear os livros, não forçar a encadernação, não manusear com mão sujas, não escrever no livro, entre outras recomendações, mas de forma que as crianças possam entender.

As turmas de crianças são convidadas para uma sessão de contação de histórias com uma duração média de 30 minutos. A contadora (Ciara Hoch) tenta contar uma história, mas como o livro que ela escolhe para a sessão está comido numa certa folha, ela não consegue continuar narrando a história. Então começa a função de descobrir quem teria comido o pedaço daquele livro e por quê. Entre vários motivos e possíveis culpados, surgi um cupim. É Pimpim, o cupim (Rogério Hoch) que quer o livro para comer porque ele é o seu almoço. Mas Pimpim gosta muito de histórias e acaba entrando em acordo com a contadora de histórias para não comer mais os livros e também a ajuda a encontrar outro exemplar inteiro do mesmo livro e a contar o resto da história. O Cupim ao final da sessão de contação de histórias se conscientiza da necessidade de cuidar e tratar bem dos livros dando esse exemplo para as crianças.